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Pragas em Áreas Urbanas

Praga - Cupim

Ma Silvia Barbosa do Carmo

Entre os diversos problemas que emergem nas áreas urbanas e que podem interferir na saúde ou bem-estar da população humana, afetando a sua qualidade de vida, podemos citar aqueles decorrentes de organismos "invasores" ou domiciliados.

Segundo o dicionário Aurélio, praga é a abundância de coisas nocivas ou desagradáveis, ou seja, tudo o que é vivo e nos incomoda. Dentre esses elementos citamos os pombos, ratos, baratas, cupins, abelhas, formigas, moscas e mosquitos, carrapatos e pulgas que estariam entre os principais grupos, cuja capacidade de infestação ou proliferação nos traz desconforto, provoca doenças e causa prejuízos ao nosso patrimônio, atingindo fatores de grande importância para a saúde pública, pois estão relacionados a diversas patologias.

Essas “pragas” são comumente denominadas animais sinantrópicos devido sua proximidade com o homem, junto às concentrações humanas, como nos centros urbanos, onde se adaptam, sobrevivem e proliferam ambientes não similares ao seu de origem, devido às condições primordiais para o seu estabelecimento: fartura de alimento e abrigo, que são ofertadas pelo homem, que permite que esses organismos se desenvolvam num ambiente em desarmonia, criado por ele próprio. Onde existem pessoas, produz-se lixo; lixo atrai pragas; pragas atraem contaminação e doenças; o uso inadequado de inseticidas provoca intoxicações nas pessoas, além de populações de insetos resistentes.

Muitos desses organismos não são pragas em seu habitat natural, mas podem vir a ser quando estão fora de seu habitat e com condições propícias para o seu desenvolvimento, quando, por algum motivo, sua população aumenta de forma descontrolada. A superpopulação de pombos nas áreas urbanas é um exemplo, e é ocasionada, dentre outros fatores, pela oferta voluntária de alimento inadequado e incondizente que compromete o bem-estar e a sobrevida dessas aves, além de propiciar a transmissão de doenças às pessoas.

Muito pior: as tornam escravas da generosidade humana. O controle das pragas urbanas em meio urbano está se tornando cada vez mais difícil. A falta de planejamento na infraestrutura das cidades, o crescimento desordenado, falhas no sistema de esgotamento sanitário, na coleta de lixo a ser armazenado ou destruído e o aumento populacional: todos esses fatores têm contribuído para o desequilíbrio ecológico e um aumento desordenado das pragas.

Não há como exterminar essas pragas, mas é possível controlá-las. Como medidas gerais para o seu controle, devemos reconsiderar nossos hábitos, comportamento, a disponibilidade de água, abrigo, acesso e alimentos à espécie em questão, bem como os fatores predisponentes para a infestação no local, aplicando-se medidas de modificação do ambiente, como a limpeza e a higiene, principalmente do ambiente doméstico: nossa casa e o nosso quintal! Somente dessa forma poderemos contribuir para um ambiente sem pragas ou, no mínimo, controlando áreas de possíveis infestações.

Fonte: www.revistatotalsaude.com.br


Pragas urbanas aumentam com a chegada do verão

Fonte: www.uol.com.br


Formigas são tão sujas quanto baratas

Dois dos insetos que mais causam dor de cabeça, a barata e a formiga, sustentam uma indústria milionária de controle de pragas.

Fonte: videos.r7.com


Revoadas de pássaros trazem sujeira e doenças

Veja na terceira reportagem da série "Pragas Urbanas" como a rotina de uma cidade pode ser alterada por causa do descontrole da população de aves. Em Salvador (BA), uma escola ficou sem aulas, enquanto em Londrina (PR) a população está em guerra contra os pombos.

Fonte: videos.r7.com


Cupins causam prejuízo de bilhões no mundo todo

A segunda reportagem da série do Jornal da Record mostra o poder de destruição dos cupins. Os insetos devoram madeira, couro, roupas, concreto e destroem casas inteiras.

Fonte: videos.r7.com


Ratos têm 90% de semelhança com os humanos

Bichos espertos e rápidos, os ratos são uma das maiores pragas do mundo, levando mais de 50 doenças às casas da população. É preciso técnica e estratégia para controlar o roedor, que aprende rápido e não repete erros.

Fonte: videos.r7.com

Cupim leva prejuízos a milhões de pessoas

Madeira tratada contra pragas ajuda a evitar a invasão. Mas é sempre bom ficar de olho nos cantos da casa. Se encontrar algum sinal, um túnel, um buraco no armário, é hora de procurar ajuda.

Uma praga que tem origem debaixo da terra está se espalhando pelas cidades e levando prejuízos a milhões de pessoas. E ninguém está totalmente protegido contra ela.

Uma árvore grande raramente cai por culpa da tempestade ou do vento forte. A ameaça que enfraquece a raiz e o tronco é quase invisível: o cupim subterrâneo, uma espécie asiática que entrou no Brasil pelo porto do Rio de Janeiro por volta de 1920.

Eles gostaram do clima, não encontraram predadores na cidade, viraram praga. Inimigos públicos que ameaçam residências, bibliotecas, centros de pesquisa e o patrimônio histórico.

Várias obras de Portinari viraram comida de cupim. Qualquer lugar com madeira ou papel pode ser alvo.

Esse tipo de cupim raramente mora na casa que destrói. Ele precisa de terra e de umidade para fazer o ninho. Por isso, a colônia normalmente fica debaixo das fundações, em árvores, jardins e praças que podem ficar a 100 metros de distância.

Basta um casal encontrar um bom lugar para um ninho e começar a se reproduzir. Em cinco ou seis anos, um milhão de cupins saem em busca de comida. Eles escavam túneis na terra e quando escolhem um prédio, contornam o concreto até achar uma passagem.

"Ele não come concreto, ele não desgasta o concreto, porque é muito duro, ele não conseguiria fazer isso. Ele procura madeira e ele vai usar os espaços que existem na alvenaria para se deslocar dentro de uma edificação. O espaço para o encanamento na alvenaria é uma avenida para eles passarem de um andar para o outro no caso de um prédio", explicou o biólogo Sérgio Brazolin.

Numa casa, quando o dono abriu o armário, o estrago estava feito. Os cupins subterrâneos deixam pistas quando vão de um lugar para o outro. Eles só andam por túneis.

"Perde muita água. Ele precisa dessa condição fechada para sobreviver do ponto de vista de manutenção de umidade do corpo", destacou o biólogo Gonzalo Lopes.

Madeira tratada contra pragas ajuda a evitar a invasão. Mas é sempre bom ficar de olho nos cantos da casa. Se encontrar algum sinal, um túnel, um buraco no armário, é hora de procurar ajuda.

"Os produtos que nós temos disponíveis para o consumidor utilizar não surtem grandes efeitos psra essas infestações maciças de cupim subterrâneo. Aí tem que ser uma empresa especializada mesmo para fazer o controle", orientou o biólogo Sérgio Bocalini.

Fonte: globo.com.br

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